Camilo Santana coloca redução da maioridade penal na análise da PEC de segurança

Camilo Santana, líder do PT no Senado, puxou o debate sobre uma possível redução da maioridade penal horas antes da análise da PEC da segurança pública no Senado. O assunto ganhou força e mexeu com a articulação dentro da base.

Debate sobre maioridade penal entra na PEC da segurança pública antes do Senado votar

Enquanto o Senado se preparava para analisar a PEC da segurança pública, Camilo Santana colocou na mesa a ideia de discutir uma eventual redução da maioridade penal. O governo queria marcar posição ainda nessa etapa.

Aliados do PT reagiram ao movimento e disseram não concordar com avanço do tema. A fala de Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao Jornal Nacional acalmou a disputa ao sinalizar apoio à redução para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Emenda de Rogério Marinho prevê 16 anos em parte dos crimes e 14 anos em lista de graves

A estratégia de Camilo Santana aparece ligada ao objetivo de esvaziar uma emenda apresentada pela oposição dentro da PEC. A emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho, coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro.

Segundo o texto citado, a proposta de Marinho sugere reduzir a maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes. O mesmo documento propõe 14 anos em uma lista de crimes graves.

PEC foi adiada e governo pode tratar redução da maioridade penal separadamente

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a análise da PEC. A votação pode ocorrer na próxima semana.

Mesmo com a participação de Santana, há a possibilidade de o governo articular na próxima semana para tratar o tema separadamente. O texto também aponta que a PEC pode ser fatiada, com uma parte indo para promulgação e outra, que inclui a redução da maioridade penal, seguindo para apreciação dos deputados.

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