Em outubro, candidatos ligados a governadores tentam usar a máquina administrativa para melhorar nas pesquisas e chegar ao 1º turno com força. Em alguns estados, a transferência de votos do padrinho não acontece de forma automática, mesmo com alta aprovação.
Máquina administrativa ajuda na campanha, mas votos do padrinho não viram automaticamente
O texto aponta que, nas eleições de 2022, quase todos os governadores que tentaram reeleição conseguiram se manter no cargo. Dos vinte que disputaram a reeleição, dezoito tiveram sucesso.
Entre os nove governadores que estavam no fim do segundo mandato, seis fizeram o sucessor assumir o posto. Para outubro, dezoito governadores devem concorrer à reeleição com chances de vitória, segundo pesquisas recentes, e sete vão focar em eleger um aliado.
Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais mostram cenários diferentes com apoio de governadores
No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) tem aprovação de 80% da população e anunciou no mês passado que desistiu de disputar o Palácio do Planalto para seguir na campanha local. O deputado federal Sandro Alex (PSD) aparece com 12,3% das intenções de voto, atrás de Rafael Greca (14,7%), Requião Filho (18,1%) e Sergio Moro (39,4%).
Quando Sandro Alex é vinculado ao padrinho, o cenário muda nas pesquisas e ele vai para 26,2%, atrás de Moro, apoiado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Em agosto, a disputa no Rio Grande do Sul também é descrita como polarizada entre Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), com Zucco dizendo que a população deve prestar mais atenção a partir de agosto.
Em Minas Gerais, o ex-governador Romeu Zema saiu do governo com 52% de aprovação e hoje é pré-candidato do Novo. O sucessor, Mateus Simões, aparece em 4% das intenções de voto, enquanto Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 30% e Alexandre Kalil (PDT) tem 14%.
Casos de Maranhão e Distrito Federal colocam o padrinho na mira de crises e escândalos
No Maranhão, o governador Carlos Brandão tem 66% de avaliação e vai tentar eleger Orleans Brandão (MDB). O texto cita que o governador se desentendeu com o vice Felipe Camarão e decidiu permanecer no cargo.
No Distrito Federal, Ibaneis Rocha planejava ficar no governo com 63% de aprovação, mas o caso Master levou o governador a deixar o cargo no mês passado. Celina Leão aparece hoje com 19,6%, em empate técnico com Leandro Grass (24,9%), José Roberto Arruda (22%) e Izalci Lucas (20,7%), enquanto ela busca uma solução para a crise do Banco de Brasília (BRB).
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