Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos e publicou uma carta aberta dizendo “o verdadeiro líder do Brasil”. O texto repercutiu em veículos de EUA, Europa e América Latina e virou assunto também nas redes sociais.
Recuo no título da carta mudou a repercussão nas manchetes fora do país
Na primeira versão, Flávio se autoproclamou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Poucas horas depois, a publicação foi apagada e trocada por um texto em que ele aparece apenas como “líder do Brasil”.
O material foi analisado por jornais como o espanhol El País e o argentino Clarín. Eles ligaram a mudança à pressa de não aumentar o problema jurídico do senador nem constranger a Casa Branca.
Imprensa destaca acusações sem provas e cita reação de jornais brasileiros
O Financial Times chamou o texto de “inflamatório” e apontou que as alegações de fraude saíram sem evidências. O The Guardian destacou que os três maiores jornais brasileiros classificaram a declaração como “golpista”.
Na carta, Flávio afirmou que foi vítima de um “manual clássico de golpe de Estado” e falou em “caça às bruxas”. Ele citou o ministro do STF Cristiano Zanin e mencionou uma “impossibilidade matemática” de votos para Lula.
O New York Times ressaltou que a extensão das urnas beneficiou cerca de 34 mil eleitores. A margem apontada foi de 4,4 milhões de votos para a vitória de Lula, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reafirmou a lisura do pleito.
Viagem, carta e visto humanitário viram alvo de críticas no Congresso dos EUA
Reportagens descreveram a ida até a Flórida como uma “verdadeira operação de fuga cinematográfica”. Depois de ter a entrega de passaportes ordenada pelo STF, Flávio ficou mais de 24 horas desaparecido.
A concessão de visto humanitário gerou reação no Congresso americano, com críticas publicadas no Guardian e no La Nación. O Washington Post também relacionou a chegada do senador a uma “saia justa política para Donald Trump”.
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