Cartilha do PT aponta foco em quem faltou ao voto e em eleitores de Augusto Cury no 2º turno

Lula disse que vai priorizar o combate à abstenção no segundo turno, mas o PT também tenta voltar eleitores que se afastaram e os que votaram em Augusto Cury em 4 de outubro. A campanha usa um documento interno que relaciona a disputa a quem não votou no primeiro turno e a dois perfis de eleitores que podem pesar agora.

Lula mira reduzir abstenção e busca virada entre eleitores que não ficaram

Logo depois do primeiro turno, Lula afirmou que o combate à abstenção será uma das prioridades no segundo turno.

O PT, porém, trabalha com a ideia de que só estimular o comparecimento pode não bastar, segundo um documento interno do QG ao qual a reportagem teve acesso.

Documento do PT cita 40% dos ausentes, 13 milhões de eleitores e diferença de 2,2 milhões

O material diz que “se pelo menos 40% dos que se ausentaram no primeiro turno votarem em Lula, a eleição está ganha”. Os 40% representam mais de 13 milhões de eleitores.

A cartilha também aponta dois perfis que tendem a decidir a disputa. Um deles reúne 3,4 milhões de votos a menos recebidos pelo petista na eleição atual, com diferença de 2,2 milhões para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

O outro perfil é de quem votou em Cury em 4 de outubro. A cartilha descreve esse eleitor como “moderado, urbano, de renda média” e diz que quase metade vota em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Conversa com eleitor de Cury e mensagem de “governo amplo” no rádio, TV e redes

Depois de falar em neutralidade no segundo turno, Augusto Cury declarou apoio ao senador do PL e o senador se comprometeu a adotar os princípios exigidos pelo candidato do Avante, incluindo a criação do “Ministério da Prosperidade”.

Mesmo assim, a estratégia petista orienta aliados a falar direto com o eleitor de Cury. O livreto diz: “Atacado, ele anula; chamado ao diálogo, pode vir”.

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