A Polícia Civil deflagrou a Operação Tela Falsa nesta quarta-feira (03) e apontou Michele Coelho Montenegro como principal investigada. Depois disso, a gestão estadual decidiu exonerar a assessora da secretaria de Casa Civil.
Exoneração acontece após o governo tomar conhecimento da Operação Tela Falsa
O governo do estado anunciou a saída de Michele Coelho Montenegro dos quadros. A decisão veio após a gestão tomar conhecimento das informações levantadas pela operação policial.
Michele ocupava cargo de assessora na secretaria de Casa Civil. A exoner ação ocorreu logo depois do caso chegar ao conhecimento da administração estadual.
Nome de “Mia Montenegro”, salário de cerca de R$ 16 mil e acusações envolvendo obras de arte
Segundo o que o TEMPO REAL revelou, Michele foi nomeada em 6 de outubro do ano passado sob o nome de “Mia Montenegro”. Ela recebia salário bruto mensal de cerca de R$ 16 mil.
A investigação diz que ela se apresentava como advogada e herdeira. O caso envolve uso de documentos falsos e acusações de um esquema milionário com obras de arte e imóveis de alto valor.
Relatos informam que, para servidores da pasta, ela dizia ser “irmã de desembargadora”. Mesmo se apresentando como advogada, no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) ela consta como “estagiária”.
Delegado cita 17 anotações criminais e exoneração após denúncia
De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da Delegacia de Defraudações (DDEF), Michele acumula 17 anotações criminais. O delegado também apontou que ela usava o mesmo CPF em dois nomes diferentes.
Com a divulgação dos dados da operação, o governo determinou a exoneração. A Polícia Civil segue investigando o caso da Operação Tela Falsa.
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