CETEM aponta 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico guardados e “minas urbanas”

O CETEM, com apoio do MCTI, apresentou o diagnóstico do Projeto RECUPER3 sobre a cadeia de resíduos eletroeletrônicos no Brasil. O estudo destaca que o país ainda não aproveita totalmente estoques com minerais críticos, como lítio e cobalto.

Projeto quer transformar lixo eletrônico guardado em insumo para a indústria

O CETEM afirma que equipamentos como celulares, computadores e baterias descartados têm lítio, cobalto, ouro, platina, paládio e outros minerais críticos. O projeto chama esses estoques de “minas urbanas”.

Segundo a apresentação, esses materiais funcionam como fonte secundária de insumos estratégicos. A proposta do estudo busca indicar caminhos para virar esse passivo ambiental em vantagem competitiva industrial.

Estudo ouviu 1.426 consumidores entre julho de 2024 e março de 2025

O trabalho de campo do CETEM aconteceu de julho de 2024 a março de 2025. A equipe ouviu 1.426 consumidores e mapeou atores da cadeia, como comerciantes, catadores, recicladores e CRC´s, além de assistências técnicas e órgãos ambientais.

O diagnóstico traz o “índice de retenção domiciliar”, que aponta 81,2% dos brasileiros mantendo equipamentos obsoletos em casa. O estudo também cita desafios como rede insuficiente de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e baixa adesão do varejo ao Decreto Federal nº 10.240/2020.

Trabalho propõe medidas e se divide em cinco volumes técnicos

O Projeto RECUPER3 reúne propostas que vão de educação da população até harmonização de legislações estaduais e investimento em tecnologias nacionais de refino. O projeto cita base legal com a Lei Federal nº 12.305/2010, o Decreto Federal nº 11.413/2023 e a Lei Federal nº 15.088/2025.

O estudo está organizado em cinco volumes técnicos: Agentes e modelos de negócio, Estudos de campo, Tecnologias, Potencial de circularidade e Arranjos produtivos locais.

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