A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revogou a regra que obrigava empresas listadas a divulgarem informações financeiras ligadas à sustentabilidade, e o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra, contestou a decisão nesta terça-feira, 2, em painel no Fórum de Lisboa. O recuo pode afetar a imagem do país e a credibilidade do mercado brasileiro no exterior.
Bezerra diz que relatórios de sustentabilidade devem ter o mesmo rigor das demonstrações financeiras
Joaquim Bezerra afirmou que os relatórios de sustentabilidade devem ser tão rigorosos quanto as demonstrações financeiras.
Ele disse que esse tipo de relatório garante segurança aos investidores globais.
CFC lembra que norma anterior colocou o Brasil como referência no ISSB e promete recurso à CVM
Bezerra citou que a norma anterior colocou o Brasil em primeiro do mundo por incorporar de forma obrigatória os padrões internacionais de divulgação de sustentabilidade do ISSB.
O presidente do CFC disse que o recuo da CVM pode causar impacto direto na imagem do país e comprometer a credibilidade do mercado de capitais brasileiro no exterior.
Bezerra declarou que o Conselho Federal de Contabilidade deverá recorrer da decisão junto à CVM.
Entenda o efeito imediato para investidores globais após a revogação da CVM
Com a revogação da regra, as empresas listadas deixam de ter a obrigação de divulgar informações financeiras ligadas à sustentabilidade.
O presidente do CFC afirma que o tema volta ao debate com o recurso que o órgão vai fazer junto à CVM.
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