Chefe do clima da ONU chama onda de calor na Europa de ‘lembrete brutal’

Simon Stiell, chefe do clima das Nações Unidas, disse que a onda de calor na Europa funciona como “um lembrete brutal” dos efeitos das mudanças climáticas. A fala foi feita depois de recordes de temperatura no Reino Unido e na França, onde pelo menos sete pessoas morreram por causas ligadas ao calor.

Stiell relaciona calor extremo a mudanças climáticas e pede ação para reduzir dependência de fósseis

Simon Stiell afirmou que as mudanças climáticas causadas pelo homem estão deixando as ondas de calor mais frequentes e mais extremas.

Ele também disse que proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo exige abandonar mais rápido a dependência dos combustíveis fósseis.

Recordes atingem Reino Unido, França e também Kew em Londres, com alertas na Espanha

No domingo, um homem passou mal durante uma corrida em Paris e morreu. O caso foi citado como a primeira morte após o calor na França.

Na terça-feira 26, o índice de calor nacional da França, que reúne 30 medições em todo o país, chegou a 24,8°C. O valor superou o recorde do dia anterior, de 24,6°C.

Também foi registrada uma temperatura recorde de 35,1°C nos Jardins Botânicos Reais de Kew, em Londres, na terça, segundo o Serviço Meteorológico do Reino Unido. Na Espanha, um alerta laranja foi emitido para o País Basco, enquanto os termômetros podem bater 40°C nesta semana.

França em alerta laranja para parte dos departamentos e clima segue com domo de calor

A Metéo-France informou que as temperaturas excepcionais para a época foram registradas em várias regiões e, em alguns casos, com calor sufocante.

O órgão citou que as máximas podem ficar de 10 a 15 graus ou mais acima da média para o final de maio. Alertas laranjas, o segundo pior nível, foram emitidos para 17 dos 96 departamentos administrativos da França para quinta-feira, 29.

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