Cientistas alertam para possível Super El Niño em 2026, versão mais forte do El Niño

Cientistas alertam para a chance de um Super El Niño, uma versão mais intensa do El Niño, que pode deixar os impactos climáticos ainda piores em 2026. O fenômeno tem relação com o aquecimento anormal das águas do Pacífico.

Super El Niño pode intensificar secas, tempestades e enchentes

O El Niño acontece quando ventos que empurram correntes quentes para oeste enfraquecem ou mudam de rota. Isso abre espaço para o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical central e oriental.

Como a ocorrência em geral se instala a cada dois a sete anos e pode durar até doze meses, o aviso agora mira um cenário de aquecimento do planeta com recordes seguidos de temperatura. A chegada de um El Niño mais intenso pode elevar a média de temperatura em relação aos níveis pré-industriais.

Reino Unido e Noaa citam alerta; chance de ocorrência entre novembro de 2026 e janeiro de 2027

No final de abril, um comunicado do Serviço Meteorológico do Reino Unido disse que “há uma crescente confiança de que este evento possa se situar no limite superior da faixa histórica” e que seria “o El Niño mais forte deste século até agora”.

Depois, a Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) apontou na última quinta-feira, 14, 37% de chance de o Super El Niño acontecer entre novembro deste ano e janeiro de 2027.

O artigo cita que um Super El Niño pode levar à ultrapassagem da marca de 1,5°C de aumento da temperatura média. No Super El Niño de 1877-1878, houve secas prolongadas, colapso de colheitas, chuvas torrenciais e fome extrema ao redor do globo, com mais de 50 milhões de mortes em países como Índia, China e Brasil.

Impactos no Brasil e no mundo: clima mais variado e pressão na segurança alimentar

O texto aponta que, no geral, o El Niño tende a gerar secas e elevar os termômetros em áreas como Austrália, sul e centro da África, Índia e partes da América do Sul. No Brasil, os eventos climáticos podem variar, com secas prolongadas no nordeste e tempestades e enchentes no sul.

O artigo também destaca a preocupação com segurança alimentar, citando chances de redução na produção de grãos e elevação de preços. Isso pode pressionar países mais vulneráveis, em meio aos efeitos de eventos extremos.

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