A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu governo e setor produtivo para discutir alternativas aos combustíveis fósseis no transporte marítimo. O encontro aconteceu nesta terça-feira (4) e colocou a redução de emissões na agenda com foco na competitividade da economia brasileira.
Discussão mira descarbonizar a navegação sem travar a competitividade do Brasil
O debate acontece enquanto o Brasil participa das discussões na Organização Marítima Internacional (IMO) sobre a descarbonização do setor.
Representantes da indústria apontaram que cerca de 96% das mercadorias exportadas pelo país, em toneladas, usam o modal marítimo.
Ministro José Múcio e Marinha citam biocombustíveis e importância do transporte marítimo
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, disse que o evento trata de descarbonização de combustíveis marítimos com biocombustíveis junto ao combustível fóssil.
O comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, afirmou que 97% das trocas comerciais do Brasil acontecem por via marítima.
Também houve painel sobre etanol e sobre impacto das novas regras internacionais na competitividade da indústria brasileira.
Etanol entra no debate e regras da IMO focam mecanismos econômicos
Durante o painel “Etanol como combustível na descarbonização da navegação – visão dos produtores”, representantes defenderam a expansão dos biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a competitividade do Brasil.
Na segunda discussão, especialistas destacaram a necessidade de combinar redução de emissões com eficiência energética e mecanismos internacionais que não prejudiquem países exportadores, com destaque para as negociações na IMO.
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