A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a aproximação entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu uma chance de entendimento nas negociações sobre tarifas. O tema ganha força com tensões comerciais entre os dois países.
CNI comenta avanço nas conversas entre Brasil e EUA em meio a tensões comerciais
O presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que ficou surpreso com o avanço recente das conversas diplomáticas. Ele falou durante encontro promovido pela CNI, em Nova York.
Alban disse que a disputa tarifária precisa de solução rápida para evitar novos impactos no comércio bilateral e nos investimentos entre Brasil e EUA.
Alban cita prazo de 30 dias e queda das exportações em 2025 para os EUA
A CNI interpretou como sinal positivo o acordo para ampliar em 30 dias o prazo das negociações sobre a investigação comercial aberta pelo governo norte-americano. Esse processo pode levar a novas tarifas e sanções.
Ricardo Alban lembrou a queda das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025. Segundo ele, as vendas caíram 6,7% em 2025 e somaram US$ 37,7 bilhões.
CNI defende complementariedade e diz que Brasil precisa agregar valor na indústria
Alban afirmou que o ambiente internacional exige pragmatismo nas relações comerciais e defendeu que o Brasil lide com características políticas de diferentes governos. Ele citou a gestão Trump como parte desse aprendizado.
O presidente da CNI disse que o Brasil pode avançar a partir de um conceito de “complementariedade” entre os dois lados. Ele também afirmou que “o que não interessa ao Brasil é ser apenas um exportador de commodity” e citou energia, recursos naturais e tecnologia como áreas para agregar valor.
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