CNPM recomenda diálogo para organizar taxas cobradas na mineração

O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou uma resolução para orientar o Ministério de Minas e Energia (MME) a discutir alternativas sobre as Taxas de Fiscalização de Recursos Minerais (TFRM). A medida foca em regras mais claras entre União, estados e municípios.

CNPM pede que MME conduza discussão com estados, municípios e especialistas sobre a TFRM

A resolução recomenda que o MME busque soluções para disciplinar as TFRM cobradas por estados e municípios da atividade minerária.

O texto preserva a autonomia tributária de estados e municípios e orienta uma condução participativa da discussão, com foco em coordenação e segurança jurídica.

Oito estados e 16 municípios já têm TFRM em vigor e as normas crescem desde 2011

O levantamento apresentado ao Conselho aponta que oito estados, incluindo Minas Gerais, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão, têm TFRMs em vigor.

O estudo também indica a existência de 16 municípios com TFRMs. Ele afirma ainda crescimento contínuo das legislações sobre o tema desde 2011.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a proposta busca garantir regras claras e estáveis para investimentos no setor, respeitando o pacto federativo e fortalecendo a segurança jurídica.

CNPM cita jurisprudência: taxa é válida sem ter objetivo só de arrecadar

A análise do CNPM destaca que a jurisprudência reconhece a legitimidade das taxas. O entendimento citado é que elas não devem ter finalidade exclusivamente arrecadatória.

A análise também aponta a necessidade de proporcionalidade entre o valor cobrado e os custos da fiscalização da atividade.

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