Uma Comissão Parlamentar de Inquérito na França informou que o Museu do Louvre ignorou falhas na segurança por anos. O relatório foi publicado após o roubo de joias da coroa em outubro de 2025.
Relatório liga falta de segurança a prioridades do museu e ao impacto do roubo
Os parlamentares afirmaram que os problemas nos mecanismos de proteção do museu já eram conhecidos antes do roubo de outubro de 2025.
A comissão também relacionou a decisão de deixar as falhas em segundo plano a uma busca por “projeção e influência”, citada como prioridade do Louvre.
CPI ouviu Alexis Corbière, cita visitantes e fala em medidas para mudar gestão
O comitê foi instaurado pela Assembleia Nacional após o roubo de tesouros do século XIX, avaliado em mais de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 489 milhões).
Com relatoria de Alexis Corbière, a comissão apontou que a administração já tinha sido informada por relatórios anteriores sobre as condições precárias de proteção do local.
A comissão recomendou aumentar o número de guardas, ampliar o orçamento para segurança e reajustar salários dos profissionais da área. O relatório também defende mudar o modelo de escolha dos dirigentes, hoje nomeados pelo presidente francês.
Recomendações incluem mais recursos do fundo de segurança e mudança na escolha de dirigentes
O texto cita a ideia de que uma nomeação pelo presidente francês pode levar o indicado a priorizar o que é midiático em vez de ações mais “austeras e substanciais”.
Para financiar medidas, o relatório recomenda ampliar os recursos do fundo de segurança criado pelo Ministério da Cultura depois do “roubo do século”, que conta com 30 milhões de euros (R$ 171 milhões).
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.