Os combates dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã reacenderam uma disputa aberta entre Trump e lideranças europeias e colocaram a Otan sob pressão. O tema ganhou força com o fechamento do Estreito de Ormuz, que afeta o fluxo de gás e petróleo.
Guerra no Oriente Médio puxa discussão sobre Ormuz e racha na Otan
Enquanto bombas atingem nações do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Catar, as falhas na relação entre EUA e Europa voltaram ao centro do noticiário. A crise na aliança militar ganhou novos holofotes com a tentativa de Washington de buscar apoio na resposta ao que aconteceu no Estreito de Ormuz.
Trump tenta convencer europeus a ajudar na saída para o efeito colateral da guerra no Irã. O ponto é a rota do Estreito de Ormuz, que foi fechada pelo regime dos aiatolás.
Trump critica europeus, ameaça “levar de novo” ao passado e cita chance de sair da Otan
Na noite de quarta-feira 1º, Trump falou ao país e disse: “Países do mundo que usam o Estreito de Ormuz precisam fazer algo a respeito. Para esses países, muitos dos quais se recusaram a fazer parte da nossa decapitação do Irã, tenho duas sugestões: primeiro, comprem petróleo dos Estados Unidos. Segundo, criem coragem, vão ao estreito e tomem-no”.
Trump também afirmou, antes do discurso, que considera “seriamente” sair da Otan. Ele citou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do gás e petróleo consumidos no planeta, e disse que a guerra contra os aiatolás continua até que os objetivos sejam “totalmente terminados”.
Em outra fala, Trump declarou: “Vamos levá-los de novo para a Idade da Pedra, onde eles pertencem”.
Europa reage a veto de bases e discute defesa para não ficar vulnerável
Os governos europeus tentaram reduzir a tensão com uma cúpula em Londres sobre Ormuz, com nações asiáticas, do Golfo e do Velho Continente. Mesmo assim, o atrito seguiu, com comentários de Emmanuel Macron, “A França foi inútil”, e de Pedro Sánchez, que vetou o uso de suas bases para atos de guerra e fechou o espaço aéreo para aviões militares com destino ao Oriente Médio.
Para os líderes europeus, entrar mais fundo no conflito pode piorar a situação política interna e aumentar o custo de vida. Friedrich Merz disse que “A Alemanha não faz nem quer fazer parte desta guerra”, e Marco Rubio chamou a Otan de “via de mão única”, dizendo que Washington sustenta a aliança “sem contrapartida”.
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