O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira, por 10 votos a 5, o parecer preliminar que admite uma representação contra Erika Hilton por suposta quebra de decoro parlamentar. O caso pode resultar em perda de mandato.
Votação no Conselho de Ética libera andamento de processo contra Erika Hilton
Com a aprovação do parecer preliminar, o Conselho de Ética vai seguir com o processo aberto contra a deputada. O colegiado é comandado por Fábio Schiochet.
O texto do artigo destaca que a perda de mandato não deve acontecer. O motivo citado é falta de tempo para concluir a apreciação até o fim da legislatura.
Representação foi feita após publicação nas redes horas depois da eleição para a Comissão da Mulher
De acordo com o relato, Erika Hilton virou alvo de representação pelo Missão após uma publicação feita nas redes sociais horas depois de ela ter sido eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Na publicação, a parlamentar disse não se importar com a opinião de “transfóbicos e imbeCIS”. O partido de Kim Kataguiri acionou o Conselho de Ética e pediu aplicação de pena de perda do mandato.
Parecer de Cabo Gilberto cita decoro e defesa pediu declaração de suspeição
No relatório, Cabo Gilberto afirmou que a conduta descrita pode configurar, em análise inicial, uma afronta ao decoro parlamentar.
Antes de o parecer ser aprovado, a defesa de Erika pediu que o relator fosse declarado suspeito. O pedido foi baseado no fato de o relator ter se manifestado sobre a eleição dela para a Comissão da Mulher antes de ser sorteado para analisar a representação.
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