Centenas de milhares de estudantes da Faixa de Gaza voltaram às aulas presenciais neste sábado, 19, depois de quase três anos. O retorno acontece com escolas improvisadas por causa dos danos na infraestrutura.
Unicef diz que 98% das escolas de Gaza foram danificados ou destruídos
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 98% dos prédios escolares do território foram danificados ou destruídos.
O conflito começou após ataques do grupo militante Hamas a território israelense em outubro de 2023 e afetou o ensino na região.
Retorno do ano letivo 2026-2027 inclui tendas, lonas e salas com colchões
Autoridades educacionais palestinas estimam que cerca de 660 mil estudantes ficaram privados do ensino presencial e da participação regular nas atividades escolares durante o conflito.
O ano letivo 2026-2027 segue em condições precárias. Com apoio de organizações locais e internacionais, o Ministério da Educação criou dezenas de espaços temporários para receber os alunos.
As estruturas usam tendas, lonas, chapas metálicas e madeira. Algumas salas ficam em terrenos arenosos. Em certos locais, as salas têm apenas colchões e um quadro-negro, e outros espaços ainda abrigam famílias deslocadas.
Direção da educação estima 540 mil alunos em aulas presenciais e ensino remoto para outros
Autoridades da área da educação apontam que pelo menos 540 mil alunos devem frequentar aulas presenciais neste ano em escolas particulares improvisadas, centros temporários de aprendizagem e pontos educacionais, com apoio do Unicef.
O ensino remoto continua para quem não puder frequentar as aulas ou deixou Gaza durante a guerra. As aulas presenciais foram interrompidas em Gaza após o início da guerra, em outubro de 2023. Ibrahim Ramadan, diretor de Educação da região leste de Khan Younis, afirmou que cerca de 22 mil estudantes e mais de 770 profissionais da área, incluindo 532 professores, foram mortos durante a guerra.
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