Crise no STF afeta operação contra Cezinha de Madureira, diz Flávio Dino

A crise dentro do STF ganhou um novo capítulo com o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), que foi alvo de busca e apreensão. Segundo o ministro Flávio Dino, a operação atrasou por falta de efetivo da Polícia Federal após mudanças no comando da corporação.

Sessão no STF repercute em busca e apreensão contra deputado bolsonarista

Na última terça-feira, 15, ministros do Supremo Tribunal Federal fizeram uma sessão plenária que piorou a imagem da Corte.

Esse embate repercutiu no caso de Cezinha de Madureira, investigado por suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

Celular de Mariângela Fialek aponta indícios e operação sai 5 dias depois do previsto

Informações obtidas no telefone celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, apontaram indícios de que o deputado teria usado o status de congressista e o trânsito no STF para passar a terceiros a ideia de que poderia direcionar decisões de ministros.

O caso entra entre possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e tráfico de influência.

Flávio Dino disse que o afastamento, seguido do retorno ao cargo, do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues tirou efetivo suficiente da corporação para cumprir a batida. Com isso, a busca e apreensão contra Cezinha só aconteceu cinco dias depois do previsto.

Busca foi no dia 14; afastamento de Andrei Rodrigues vira alvo de críticas no STF

Cezinha foi alvo de buscas no último dia 14.

A decisão do ministro contra o deputado era datada de 5 de setembro. No plenário de terça-feira, 15, Gilmar Mendes criticou o afastamento de Andrei Rodrigues.

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