O ministro Cristiano Zanin, relator no STF, votou para que o novo governador do Rio seja escolhido por eleição direta. O voto faz a disputa voltar ao centro do debate logo agora, com impactos ligados à decisão do TSE sobre a chapa de 2022.
Zanin defende eleição direta após renúncia de Cláudio Castro
Na reclamação em julgamento no Supremo Tribunal Federal, Zanin votou pela escolha do governador por eleição direta.
Ele disse que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) está diretamente ligada ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Renúncia não afasta efeitos da cassação e vira vacância por motivo eleitoral
No voto, o ministro afirmou que a renúncia não afasta os efeitos da decisão que cassou a chapa eleita em 2022.
Zanin indicou que a saída do cargo ocorreu para tentar evitar esse desfecho. Com isso, ele concluiu que o caso deve ser tratado como vacância por motivo eleitoral, com nova eleição direta, e não escolha indireta pela Assembleia Legislativa.
Em outra ação no STF, Zanin acompanha prazo de 24 horas e discute votação aberta
Em outra ação em julgamento, relatada por Luiz Fux, Zanin começou destacando que a ADI analisa a lei da Alerj que regula situações de dupla vacância no governo, sem condenação eleitoral.
Ele disse que a análise não envolve diretamente a situação concreta ligada ao julgamento do TSE, que corre em outro processo. Zanin acompanhou o relator no prazo de 24 horas para desincompatibilização, mas divergiu sobre o formato da votação, defendendo que a escolha seja feita de forma aberta pelos deputados.
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