Miguel Díaz-Canel anunciou nesta sexta-feira, 12, um pacote de medidas para ampliar a atuação de empresas privadas em Cuba. A mudança mira a crise econômica e ocorre com sanções dos Estados Unidos afetando o país.
Medidas miram falta de combustível e apagões com mais espaço ao setor privado
Segundo Díaz-Canel, o governo quer amenizar os efeitos da escassez de combustível ligada ao embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos. Ele também cita apagões frequentes como parte do problema atual.
Entre as ações, o governo vai acelerar a aprovação de negócios pendentes e analisar mudanças para operações de importação e exportação. O objetivo é aumentar a participação do setor privado na economia da ilha.
O que muda para empresas e empresários: prazos, investimentos e fim de intermediários
Díaz-Canel disse que o governo vai aprovar “no menor tempo possível” os pedidos de abertura de empresas que ainda aguardam autorização oficial.
As empresas privadas, autorizadas em Cuba desde 2021, podem empregar até 100 funcionários. Desde fevereiro deste ano, elas passaram a ter acesso à importação de combustível, antes monopólio estatal.
Outra medida envolve a intenção de permitir que empresários cubanos invistam na economia nacional em igualdade de condições com investidores estrangeiros. O governo também afirma que estuda eliminar intermediários estatais nas atividades de importação e exportação.
Reforma na máquina pública e na “libreta” pode sair após julho
Díaz-Canel anunciou uma reestruturação da máquina pública, com redução do número de ministérios e “diminuição significativa” do quadro de servidores. A proposta será submetida ao Parlamento em julho.
O governo também retomou a reformulação da “libreta”, sistema de racionamento criado após a Revolução Cubana. A ideia é restringir o benefício à população mais vulnerável.
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