A Defensoria Pública do Rio entrou com uma ação civil contra a Prefeitura de Petrópolis por falhas recorrentes no elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp. O órgão pede indenização de R$ 10 milhões e ações emergenciais para manter o funcionamento da unidade.
Elevador atende ligação entre térreo e setores como UTI e Centro de Recuperação
A Defensoria diz que o elevador é a única forma de levar pacientes em macas, cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida entre o térreo e os andares superiores do hospital.
Segundo o órgão, nesses andares funcionam o Centro de Recuperação de Adultos (CRA), os leitos de internação e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Pane total volta a ocorrer em 10 de junho e afeta transferências e exames
A Defensoria afirma que o elevador apresentou pane total em 10 de junho e que o caso agravou problemas já registrados na unidade.
Entre os efeitos citados estão adiamento de procedimentos médicos, dificuldades na transferência de pacientes, retenção de altas hospitalares, superlotação na emergência e obstáculos para exames e cirurgias.
Defensoria pede plano em 48 horas e projeto em 30 dias
A ação solicita que o município apresente, em até 48 horas, um plano emergencial para garantir o funcionamento do hospital enquanto o elevador ficar inoperante, e também o conserto definitivo no mesmo prazo. A Defensoria pede multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O órgão também pede que a prefeitura entregue em até 30 dias um projeto definitivo para resolver a acessibilidade vertical, incluindo construção de rampa externa ou outra alternativa permanente, além de acesso a documentos de manutenção dos últimos cinco anos e fiscalização contínua da infraestrutura.
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