A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contestou a veracidade de mensagens que aparecem em inquéritos da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A disputa ganhou força depois de reportagem exclusiva de VEJA na capa da edição desta semana.
Defesa pede checagem de cadeia de custódia antes de usar mensagens dos inquéritos
Em nota divulgada hoje, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho disseram que não dá para conferir a integridade e a higidez da cadeia de custódia das supostas provas.
A defesa afirmou que não sabe se as mensagens são verdadeiras, se foram tiradas do contexto e se podem ser usadas para qualquer conclusão.
Advogados retomam argumento usado em “Vaza Jato” e citam decisão de André Mendonça
A defesa de Lulinha citou linha parecida com a usada pelo então juiz Sergio Moro e pelo então procurador Deltan Dallagnol no caso dos diálogos da Lava-Jato, episódio que ficou conhecido como “Vaza Jato”. Na época, ambos questionaram se as mensagens eram verdadeiras.
Hoje, a defesa também confronta a decisão desta sexta-feira, 21, do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o filho de Lula no Supremo. Mendonça mandou apurar o vazamento de informações dos inquéritos e citou VEJA como um dos veículos que divulgou dados do inquérito.
Defesa volta a defender fim das investigações e cita ausência de envolvimento com INSS
Na mesma nota, a defesa disse que “não há envolvimento de autoridade com foro, não há desvio de dinheiro público e nem suspeita de desvio de dinheiro público, não há ato de ofício, e também não há relação direta ou indireta com o INSS”.
Sobre a reportagem de VEJA, a defesa afirmou que as mensagens publicadas “revelam que não houve crime”.
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