Deputadas pedem que Hugo Motta leve moção contra fala misógina de conselheiro de Trump ao plenário

Deputadas federais pediram que o presidente da Câmara, Hugo Motta, coloque em apreciação no plenário uma moção de repúdio a uma fala de Paolo Zampolli, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ação mira declarações feitas em entrevista à RAI.

Moção mira declarações de Paolo Zampolli em entrevista na RAI

As deputadas endossaram um requerimento de moção de repúdio elaborado por Marina Silva. O texto reage às declarações do diplomata italiano sobre mulheres brasileiras.

Em entrevista à RAI, Paolo Zampolli disse que mulheres brasileiras seriam programadas para criar confusão. Ele também afirmou: “essas raças bastardas brasileiras são todas iguais”.

Requerimento já tem assinaturas de parlamentares como Erika Hilton, Laura Carneiro e Iza Arruda

A iniciativa recebeu apoio de parlamentares de diversas siglas. O requerimento já foi assinado por Erika Hilton, do Psol, Laura Carneiro, do PSD, e Iza Arruda, do MDB.

O pedido cita que a fala tem caráter racista, misógino e xenofóbico. O requerimento também diz que reduzir as brasileiras a estereótipos desqualificadores não é opinião, mas discriminação grave, que afronta a dignidade humana e a Constituição.

Câmara reúne setores ligados à mulher e pede pauta no plenário

Além das deputadas, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a Procuradoria da Mulher, a Coordenação da Bancada Feminina, o Observatório Nacional da Mulher na Política e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher também manifestam repúdio à fala no documento.

O grupo pede que Hugo Motta coloque a moção de repúdio em apreciação no plenário da Câmara.

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