Grandes empresas de distribuição de combustíveis decidiram não aderir à subvenção ao óleo diesel, mesmo com medidas do governo para segurar o preço do combustível. A resistência das empresas pode enfraquecer as regras e preocupar o Planalto com efeitos na inflação e na rotina do setor.
Governo tenta conter preços do diesel com subvenção e trava nas adesões
A subvenção ao óleo diesel faz parte do primeiro pacote de socorro do governo federal contra os efeitos da guerra no Oriente Médio, anunciado em meados do mês passado.
O objetivo foi evitar que a alta das cotações internacionais do petróleo leve à disparada do diesel nas bombas e aumente os custos das empresas de transporte, com impacto na inflação.
Quem aderiu, quem ficou fora e por que o limite de preço trava a adesão
Até ontem, cinco empresas confirmaram adesão à primeira subvenção: Petrobras, Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading.
Petrobras e Acelen respondem por cerca de 70% da demanda de diesel do país, enquanto os 30% restantes são importados. Vibra, Ipiranga e Raízen decidiram não aderir por ora.
Segundo especialistas e executivos, a resistência ocorre por causa dos preços máximos fixados. Para importadoras, o limite fica entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, e para distribuidoras que vendem diesel produzido no país, o teto vai de R$ 3,51 a R$ 3,86 por litro.
ANP abre consulta, reunião na segunda-feira (dia 6) e possibilidade de ajuste na tabela
Após as queixas das empresas, a equipe econômica admitiu, reservadamente, a possibilidade de ajustes na subvenção. A ANP informou que fará consulta pública sobre o programa.
Uma reunião entre representantes das empresas e a ANP está prevista para a segunda-feira (dia 6). A agência abriu consulta pública sobre as regras da subvenção do diesel, com prazo de cinco dias, para discutir a fórmula de reajuste do preço máximo de venda.
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