O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ouviu cobranças de bancos e corretoras em São Paulo sobre a trajetória da dívida pública e das despesas obrigatórias. O alerta tem força depois que o Banco Central mostrou a dívida bruta em 81,9% do PIB em junho.
Durigan enfrenta pressão do mercado sobre planos fiscais a partir de 2027
Em uma rodada de reuniões com cúpulas de alguns bancos e corretoras, em São Paulo, Durigan recebeu questionamentos sobre dívida pública e despesas obrigatórias.
Os agentes do mercado pediram que ele revelasse os planos da política fiscal a partir de 2027 e tratasse o anúncio de medidas de ajuste para depois da eleição.
Dívida bruta sobe para R$ 10,8 trilhões e alcança 81,9% do PIB em junho
O Banco Central indicou que a dívida bruta do governo geral, que inclui os passivos da União, do INSS, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, chegou a 81,9% do PIB em junho.
Em valores absolutos, o número corresponde a 10,8 trilhões de reais. Desde o início do mandato de Lula, a dívida subiu 10,2 pontos percentuais, saindo de 71,7% do PIB em dezembro de 2022.
O Tesouro Nacional prevê 87% do PIB em 2029, enquanto a Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado, projeta 100% do PIB em 2032.
Campanhas citam corte de gastos e gatilho, mas sem dizer patamar
Durigan respondeu que o governo vai continuar numa melhoria da trajetória dos resultados fiscais e citou 17,9 bilhões de reais bloqueados no Orçamento deste ano com base no relatório de avaliação fiscal do terceiro bimestre.
Em entrevista ao “Canal Livre”, da Bandnews, Flávio Bolsonaro disse que discute com a equipe criar um gatilho automático para cortar despesas quando a relação dívida/PIB alcançar “um determinado patamar”, sem explicar qual é esse nível.
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