Edital do Fust deve levar internet a 231 UBS do Rio e ampliar telemedicina no SUS

A conexão de internet em 231 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Rio de Janeiro deve acelerar atendimentos, consultas e exames especializados no SUS. A medida usa recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e vale para municípios fora dos grandes centros.

Edital com Fust mira telemedicina no SUS para cidades com acesso difícil

O edital foi lançado pelos ministérios das Comunicações e da Saúde para levar conectividade a UBS. O foco fica em regiões que enfrentam dificuldades de acesso a médicos especialistas e a outros serviços de saúde.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que a saúde pública precisa de informações rápidas, prontuários integrados e atendimento mais ágil. Ele afirmou que o edital vai priorizar as UBS para dar acesso a uma infraestrutura digital moderna.

Quais cidades do RJ entram e como a telessaúde deve reduzir filas

No Rio de Janeiro, o edital contempla Angra dos Reis, Aperibé, Areal, Araruama, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Conceição de Macabu, Duas Barras, Engenheiro Paulo de Frontin, Guapimirim, Itaboraí, Italva, Itaocara, Itatiaia, Japeri, Laje do Muriaé, Macuco, Maricá, Miracema, Nilópolis, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Piraí, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio das Flores, Rio das Ostras, Santa Maria Madalena, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, São José do Vale do Rio Preto, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Saquarema, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Sumidouro, Tanguá, Teresópolis, Varre-Sai e Vassouras.

A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado para acelerar diagnósticos, reduzir filas e ampliar atendimentos especializados na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, a expansão da telessaúde pode reduzir em até 30% o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

R$ 104 milhões do edital e o que muda para consultas, prontuários e medicamentos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a conectividade nas unidades básicas deve melhorar a integração de dados entre equipes médicas e facilitar o acesso aos prontuários. Ele também citou a ampliação do atendimento remoto em municípios com dificuldade para acessar especialistas.

Além de teleconsultas e diagnósticos à distância, a conectividade deve ajudar no agendamento de consultas, na troca de informações entre profissionais e na gestão de medicamentos nas unidades. O edital prevê investimento de R$ 104 milhões e mira conectar até 3,8 mil UBS no país, com conexão por fibra óptica ou satélite e instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades.

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