A Procuradoria Nacional Financeira (PNF) da França informou nesta sexta-feira, 22, que investigadores anticorrupção fizeram buscas no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa. A ação ocorre na investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão e foi feita na quinta-feira 21.
Busca no Eliseu liga investigação a cerimônias no Panteão de Paris
O caso investiga como as cerimônias de entrada no Panteão são organizadas e pagas.
O Panteão, em Paris, funciona como mausoléu de grandes personalidades da França.
PNF cita tentativa anterior em abril e detalha autorização das buscas
Em 14 de abril, investigadores e magistrados da PNF tentaram fazer uma busca no Eliseu, mas não conseguiram.
Naquela ocasião, a presidência francesa negou permissão ao grupo, citando a imunidade do presidente Emmanuel Macron.
Segundo a Constituição, o procurador Pascal Prache afirmou que os espaços ligados à presidência têm “inviolabilidade”.
Agora, a PNF disse que as buscas “foram precedidas de trocas institucionais para permitir seu desenrolar”. A presidência autorizou as investigações, dizendo que o procedimento “não tem como alvo” o presidente Macron e que foram dadas garantias para o respeito ao “sigilo de defesa nacional”.
Investigação mira condições de “panteonização” e custos por cerimônia
A Justiça investiga as condições de adjudicação das cerimônias de entrada no Panteão.
O inquérito questiona alegações de favorecimento, corrupção, tráfico de influência e conflito de interesses. Há 22 anos, as formalidades ficam a cargo da Shortcut Events, e o semanário Le Canard Enchaîné informou que cada cerimônia de “panteonização” custa cerca de 2 milhões de euros (R$ 13,7 milhões, na cotação atual).
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