ELN propõe retomar negociações de paz com a Colômbia perto do fim do governo Petro

O Exército de Libertação Nacional (ELN) propôs nesta segunda-feira, 4, retomar as negociações de paz com o governo da Colômbia. O pedido chega a poucos meses do fim do mandato de Gustavo Petro, que termina em 7 de agosto.

Retomada acontece antes do fim do mandato de Gustavo Petro

O governo colombiano tenta avançar com um plano de “paz total” que incluiu o ELN. Petro foi eleito em 2022 e prometeu implementar esse plano com o grupo guerrilheiro.

As tratativas, porém, seguem sem avanço desde janeiro do ano passado. Naquele período, os guerrilheiros mataram mais de 100 civis e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Petro sinalizou retomada em 1º de acordo com ELN, mas grupo critica proposta

Na última sexta-feira, 1°, Petro disse que estava disposto a retomar as negociações. Ele afirmou: “se o ELN decidir desmobilizar conosco as economias ilícitas, os caminhos para a paz serão abertos novamente”.

Nesta segunda, a guerrilha respondeu em comunicado. O ELN disse que o “descumpriu” os avanços e citou “a perfídia para obter vantagens militares”, em crítica ao acordo de Petro com Donald Trump para combate do narcotráfico.

ELN diz que leva proposta ao próximo governo e Petro sai em 7 de agosto

Mesmo com as críticas, o ELN afirmou que “reitera ao próximo governo” a “proposta de construir um Acordo Nacional” para alcançar um pacto de paz.

Petro vai deixar o poder em 7 de agosto, sem cenário de que consiga negociar com os principais grupos armados citados no texto. Até agora, Iván Cepeda, do partido governista, lidera as pesquisas eleitorais e prometeu buscar acordos para desativar o último conflito armado da região.

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