Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio

Os Emirados Árabes Unidos vão deixar a Opep e a aliança Opep+ a partir de 1º de maio. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 28, pela agência de notícias oficial do país.

Saída da Opep altera alianças com Arábia Saudita e atinge também Opep+

A decisão tira os Emirados Árabes Unidos tanto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo quanto da aliança Opep+. A Opep+ reúne países como Rússia e Brasil.

O comunicado cita a mudança no perfil energético do país e o avanço dos investimentos na produção de energia nacional.

Emirados dizem que cotas limitam exportações e citam guerra e alta de preços

As autoridades emiradenses já consideravam sair do cartel. Elas alegavam que as cotas restringiam suas exportações de petróleo de forma injusta.

O texto também menciona uma tensão geopolítica ligada à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que fez os preços do petróleo e do gás dispararem.

O ministro da Energia, Suhail AlMazrouei, escreveu nas redes sociais que a saída reflete uma evolução política e agradeceu à Opep e aos países membros pela cooperação por décadas.

Emirados deixaram a Opep em 1967; grupo ficará com 11 membros

O anúncio ocorreu em meio a tensões entre os Emirados Árabes e a Arábia Saudita, apontada como líder de fato do cartel. O governo emiradense entrou na Opep em 1967.

Com a saída, a Opep ficará com 11 membros. Segundo os dados do texto, os Emirados produzem 2,9 milhões de barris de petróleo por ano, enquanto a Arábia Saudita coloca 9 milhões nos mercados anualmente.

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