Equipes que buscam sobreviventes de enchentes repentinas entre Nepal e Tibete precisaram parar os trabalhos nesta sexta-feira, 28, por causa do rompimento de um lago formado por detritos de um deslizamento. Nesta manhã, o número de mortos subiu para 538.
Rio com detritos ameaça romper e interrompe socorristas na fronteira Nepal-Tibete
Os resgates foram suspensos quando o lago criado pelos detritos do deslizamento ameaçou romper e mandar água para a área das buscas. Os trabalhos foram retomados depois, mas o risco seguiu presente.
Em Rasuwa, cidade nepalesa na fronteira com o Tibete, moradores correram para encostas de montanhas para escapar de uma possível nova inundação. Em Bidur, no Nepal, o resgate foi interrompido quando o rio Trishuli voltou a subir.
Rompimento de margens do lago perto da China altera o nível do Trishuli e muda rotas de resgate
Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, a represa formada no rio começou a transbordar e direcionou a água para o local onde as equipes atuavam. A emissora também disse depois que o risco de inundações estava “diminuindo gradualmente” após o rio baixar quase 10 metros desde quinta-feira.
Autoridades nepalesas citaram um lago próximo à fronteira com a China. A reportagem afirma que não ficou claro se esse lago é o mesmo mencionado pela imprensa chinesa.
Bidur vira área de acampamento militar e autoridades seguem monitorando riscos ocultos
Em Bidur, no acampamento militar que coordena parte do resgate, helicópteros do Exército chegam a áreas afetadas e fazem viagens a cada cinco minutos. A maioria das pessoas relata que, em poucos minutos, as enchentes levaram entes queridos, casas e tudo o que possuíam.
O presidente Xi Jinping comandou uma reunião sobre as operações e ofereceu ajuda ao Nepal. Funcionários do Politburo apontaram “perigos ocultos” ligados a geleiras, lagos de gelo e desastres geológicos, e disseram que as tarefas enfrentam “grandes dificuldades”.
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