A iluminação pública pode consumir entre 3% e 5% do orçamento municipal no Brasil, aponta um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O levantamento mostra o tamanho do gasto no setor e aponta caminhos para modernizar as cidades agora.
Estudo da EPE liga iluminação pública a economia, eficiência e modernização nas cidades
O trabalho foi feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em parceria com o Ministério das Cidades. O documento analisa o consumo de eletricidade do setor e reúne alternativas para melhorar a eficiência energética, cortar gastos e atualizar os serviços nas cidades.
O estudo aponta que o setor também pode ajudar na transformação digital dos municípios. Com modernização e sistemas de telegestão, postes e redes podem receber sensores para segurança viária, mobilidade urbana e monitoramento de espaços públicos.
Setor gastou 13,3 mil GWh em 2024; uso chega a 94% das localidades
Em 2024, a iluminação pública consumiu cerca de 13,3 mil gigawatts-hora (GWh) de eletricidade. Esse volume equivale a aproximadamente 2,4% de todo o consumo nacional de energia elétrica.
O serviço aparece em cerca de 94% das localidades brasileiras. O estudo também destaca a substituição de equipamentos antigos por luminárias com tecnologia LED.
Financiamentos e propostas incluem dados nacionais e metas para reduzir desigualdades
O levantamento cita opções de financiamento para modernização, como recursos próprios municipais, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões. O estudo também menciona consórcios públicos e contratos com empresas de serviços de conservação de energia.
Entre os programas citados estão Procel Reluz, Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Pró-Cidades, Fundo Clima e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O documento também fala na criação de uma base nacional de dados consolidada e atualizada sobre os sistemas de iluminação pública.
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