Erika Hilton acusa direção do PSOL de quebrar acordos na divisão do fundo eleitoral

A deputada federal Erika Hilton abriu uma crise pública no PSOL ao criticar a divisão do fundo eleitoral para as campanhas deste ano. O caso ganhou força nas redes e colocou direção, dirigentes e pré-candidatos em lados opostos perto da eleição.

Crise no PSOL começa com briga sobre regras do fundo eleitoral

A disputa pela divisão dos recursos eleitorais para as campanhas deste ano virou um racha público dentro do PSOL. A tensão aumentou enquanto a sigla tenta definir seus rumos para a eleição e para os anos seguintes.

Nos bastidores, integrantes ouvidos pela reportagem ligam o conflito à estratégia do PSOL para tentar superar a cláusula de barreira em 2026. Esse mecanismo restringe o acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda de legendas que não batem um desempenho eleitoral.

Hilton cita critérios e compara valores para estados e candidaturas

Erika Hilton publicou no X (antigo Twitter) que a direção nacional estaria descumprindo acordos políticos. Ela disse que os critérios adotados colocam em risco candidaturas consideradas estratégicas para a sobrevivência do PSOL.

Segundo um dirigente ouvido pela reportagem, estados tidos como decisivos estariam recebendo previsões de recursos abaixo do esperado. Ele citou que seriam R$ 100 mil para o Acre, onde há 37 candidaturas, e R$ 200 mil para uma vereadora do Recife pré-candidata a deputada estadual. O dirigente também afirmou que, no Sudeste, os candidatos ultrapassam 1 milhão de reais.

PSOL responde e disputa mira renovação e cláusula de barreira em 2026

Procurada, a direção nacional disse que a proposta ainda será analisada nas instâncias partidárias. A legenda negou ter abandonado políticas de inclusão e afirmou que Erika será a candidatura proporcional com o maior investimento nacional do partido.

O ex-presidente nacional do PSOL Juliano Medeiros respondeu publicamente a Erika. Ele afirmou que Erika vai receber cerca de 2,3 milhões de reais em candidaturas proporcionais e citou estratégia para manter a bancada atual e renovar quadros, incluindo nomes como Manuela d’Ávila e Natalia Boulos.

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