Estado do Rio entra com ações para recuperar R$ 616,6 milhões do Rioprevidência em fundos do Banco Master

O governo do estado do Rio entrou na Justiça nesta quinta-feira (16) para tentar recuperar R$ 616,6 milhões do Rioprevidência. O dinheiro foi investido em fundos ligados ao conglomerado do Banco Master, que está em liquidação extrajudicial.

PGE-RJ move 3 ações contra gestoras e diretores ligados ao Banco Master

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) protocolou três ações para buscar o ressarcimento dos recursos públicos. A PGE também pediu bloqueio de bens de gestoras, administradores e diretores ligados aos investimentos.

Os processos miram aplicações feitas nos fundos Revolution e Texas I FIA. A terceira ação pede a exibição de documentos sobre as operações e tramita sob segredo de Justiça.

Revolution e Texas I FIA: Rioprevidência investiu R$ 481,4 milhões e R$ 150 milhões

A PGE diz que o Rioprevidência aplicou R$ 481,4 milhões no Fundo Revolution, administrado pela Master Corretora. O patrimônio atual do fundo é estimado em R$ 567,8 milhões, mas a Procuradoria afirma que a carteira de ativos está sob sigilo.

Já no Fundo Texas I FIA, a PGE aponta investimentos de R$ 150 milhões e diz que o patrimônio caiu mais de 90% em um ano, chegando a cerca de R$ 14,8 milhões. A Procuradoria relata que a Trustee DTVM teria comprado ações em larga escala entre julho e agosto de 2024 para elevar artificialmente o preço.

Pedido de bloqueio inclui bens e criptoativos; resgate no Revolution está marcado para 17 de agosto

No caso do Fundo Revolution, a PGE pede que a Justiça impeça a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários de barrar o resgate de R$ 481 milhões, previsto para 17 de agosto. A Procuradoria também solicita o arresto de bens da gestora Acura e dos diretores Fernando Luiz de Senna Figueiredo e Ana Cristina Guerreiro Bezerra.

Na ação do Texas I FIA, a PGE pede indisponibilidade de bens de Axor, Trustee DTVM e dos diretores Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues. Ao todo, os pedidos de bloqueio somam R$ 616,6 milhões e incluem imóveis, veículos, embarcações, aeronaves, ações, marcas e até criptoativos dos réus.

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