A reforma tributária brasileira pode exigir um esforço de implementação de até R$ 3 trilhões até 2033. O alerta vem da consultoria Omnitax e coloca a execução no centro do desafio.
Custo alto envolve sistemas do governo e mudança na rotina de milhões de empresas
O debate costuma ficar nas alíquotas e no modelo de cobrança. Segundo a Omnitax, o que muda de verdade também passa por quanto custa adaptar o poder público e as empresas.
A estimativa inclui a reestruturação da engrenagem tributária. Ela vai de sistemas governamentais até a operação de milhões de empresas.
Omnitax cita R$ 3 trilhões até 2033, adaptação em várias pontas e transição de sete anos
Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax, diz que o desafio principal está na execução. Ele afirma que o custo real fica na engrenagem que precisa operar com segurança, escala e integração.
A conta considera adaptação de sistemas da Receita Federal, estados, municípios e do futuro Comitê Gestor do IBS. A estimativa também cita modernização tecnológica de cerca de 21 milhões de empresas e usa estudos próprios com apoio de análises da Deloitte e do Movimento Brasil Competitivo sobre “Custo Brasil”.
O período de transição dura sete anos. Isso faz governos e empresas manterem duas estruturas ao mesmo tempo, elevando despesas com tecnologia, compliance e gestão.
Reforma já foi promulgada e mudanças vão de 2026 a 2033, com testes e novos tributos
A reforma tributária foi promulgada no fim de 2023. A implementação começa no início de 2026 e se estende até 2033, com dois sistemas tributários funcionando ao mesmo tempo.
No cronograma, 2026 traz início da fase de testes com cobrança simbólica das novas alíquotas CBS e IBS. Em 2027 começa a substituição efetiva de tributos federais como PIS e Cofins, enquanto 2029 a 2032 fazem a transição progressiva com redução de ICMS e ISS e aumento dos novos, e 2033 fecha a conclusão do processo.
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