Estudo aponta que governos de direita na América do Sul dependem de alianças no Congresso

Um estudo do think tank brasileiro Ranking dos Políticos, divulgado nesta terça-feira, 7, diz que o sucesso de governos de direita na América do Sul passa pela formação de maiorias no Congresso, e não só pela vitória nas urnas. O levantamento analisa disputas eleitorais em 24 países e liga o tema à governabilidade.

Por que o Congresso vira o centro da disputa política na região

O trabalho chama atenção para disputas sobre governabilidade no ciclo político recente. A análise mostra que, com Parlamento dividido, o governo precisa negociar o tempo todo para aprovar medidas.

Com isso, o Congresso entra como peça decisiva para transformar promessas de campanha em ações. O estudo trata esse ponto como uma regra recorrente em países da América do Sul.

Keiko Fujimori no Peru e o tamanho da coalizão no Legislativo

O levantamento “Eleições nas Américas 2022-2026” analisou processos eleitorais de 24 países. Ele cita a confirmação da eleição da direitista Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, para a presidência do Peru por margem estreita.

Segundo a pesquisa, Keiko poderá alcançar cerca de 75 dos 130 deputados e 43 dos 60 senadores a partir da coalizão formada no segundo turno. O estudo diz que Roberto Sánchez, esquerdista, saiu derrotado e que a fragmentação no Congresso vai exigir negociações constantes.

Brasil entra no estudo por causa da fragmentação partidária e necessidade de coalizão

O Ranking dos Políticos afirma que o Brasil tem um dos sistemas partidários mais fragmentados entre as democracias. O texto do estudo aponta que isso torna “praticamente impossível a governabilidade sem amplas alianças no Congresso Nacional”.

O diretor-geral, Juan Carlos Arruda, também diz que “a estabilidade institucional do Brasil dependerá menos do marketing ideológico e quase inteiramente da engenharia de coalizão”.

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