Uma pesquisa comparativa da FESPSP aponta que 69% dos brasileiros dizem não ter um vínculo de “amor e ódio” com os polos políticos. O levantamento mostra que a polarização ideológica cresceu, mas a maior parte do eleitorado não se prende a extremos.
Mesmo com mais divisão, 69% dizem não sentir “amor e ódio” pelos polos
A FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) diz que a divisão ideológica subiu de 19% em 2006 para 31% nos dias atuais.
Apesar disso, 69% afirmam não ter um vínculo de “amor e ódio” consolidado pelos polos políticos.
Indiferença cresce 7 pontos e rejeição aos dois polos sobe 3 pontos
A pesquisa usa um modelo bidimensional para analisar os afetos e aponta que, entre os quase 7 em cada 10 brasileiros, o que mais aparece é a indiferença. Esse sentimento cresceu 7 pontos percentuais.
No mesmo período, a rejeição a ambos os polos subiu 3 pontos. A adesão positiva a um campo sem hostilizar o oposto caiu 16 pontos.
O estudo também afirma que o eleitor tende a rejeitar um adversário antes de fazer uma adesão plena.
Próximas rodadas incluem coletas on-line para estudar emoções e voto de rejeição
A FESPSP cruzou duas pesquisas presenciais: uma de 2006, com 2.400 entrevistados, e outra atual, com 1.500 pessoas. As amostras foram coletadas face a face e têm representatividade nacional.
O coordenador do estudo, o cientista político Jairo Pimentel, diz que o crescimento da apatia e a desconexão com as opções acendem sinais de alerta. Para os próximos meses, a FESPSP prevê novas rodadas, inclusive com coletas em formato on-line, para ampliar a discussão sobre emoções políticas e voto de rejeição.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.