EUA admitem pela 1ª vez que têm armas em órbita e elevam tensão com China e Rússia

Os Estados Unidos confirmaram na segunda-feira, 14, pela primeira vez, que o país tem armas posicionadas no espaço. A medida aumenta a disputa militar com China e Rússia e vira assunto agora entre as grandes potências.

EUA declaram armas em órbita e apontam disputa com rivais

Em comunicado, a Força Espacial americana disse que as armas em órbita servem para defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários. O governo não informou quais armas foram implantadas nem quantas existem.

A nota afirma que essas armas permitem “disputar e controlar” o espaço. A Força Espacial também cita a capacidade de “afetar as capacidades do adversário”, “tanto para fins ofensivos quanto defensivos”.

Força Espacial cita China e Rússia e descreve meios não cinéticos

A Força Espacial dos EUA apontou a Rússia e a China como possíveis ameaças. No texto, a China aparece como país que “desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar”.

O comunicado também diz que a Rússia “considera o espaço um domínio de combate” e acredita que a supremacia espacial vai pesar em conflitos futuros. O texto menciona meios não cinéticos, como lasers para cegar satélites e interferência eletromagnética ou cibernética nos links de dados.

O anúncio acontece em uma fase de corrida por capacidades militares no espaço. Ele também é acompanhado pela falta de um marco regulatório abrangente.

China pede parar expansão e Rússia defende “espaço livre de todas as armas”

Nesta terça-feira, a China alertou para o risco de transformar o espaço em um “campo de batalha”. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse: “Instamos os EUA a cessarem a expansão de suas capacidades militares e a se prepararem para a guerra no espaço sideral”.

A Rússia respondeu defendendo que o espaço fique “livre de todas as armas”. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou: “Há um amplo consenso internacional para continuarmos trabalhando em prol da completa desmilitarização do espaço”.

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