O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinou um memorando para mobilizar o Pentágono contra “ameaças estrangeiras” nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O documento foi assinado em 22 de setembro e divulgado na segunda-feira, 28.
Pentágono terá atuação para identificar e interromper “interferências” em sistemas democráticos
O memorando manda o Comando Cibernético dos EUA e as Agências de Apoio ao Combate trabalharem para identificar, interromper e neutralizar possíveis interferências de “atores estrangeiros” nos sistemas democráticos.
O texto diz que os órgãos devem coletar e produzir informações sobre ameaças ao pleito “dentro dos limites da lei e das normas do departamento”.
Texto citado por Hegseth não detalha alvos nem medidas em caso de interferência
O documento afirma: “Na América, o povo governa — e precisamos garantir que a voz do povo permaneça soberana, segura e totalmente livre de interferências”.
O memorando também diz que o Comando Cibernético deve usar suas autoridades e competências para “combater possíveis ameaças cibernéticas de atores estrangeiros”.
Hegseth não especificou quem ou quais seriam as possíveis “ameaças estrangeiras” nem quais medidas seriam tomadas se houver comprovação de interferências no sistema eleitoral americano.
Porta-voz do Pentágono cita atuação com parceiros e fala de “eleições livres e justas”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que o Comando Cibernético e as equipes de inteligência vão atuar com parceiros federais, estaduais e locais para “expor influências estrangeiras malignas”, sem ferir as liberdades fundamentais dos americanos.
Parnell afirmou: “Eleições livres e justas são a base da nossa república”.
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