EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas internacionais e Flávio Bolsonaro usa tema na campanha

Donald Trump, nos Estados Unidos, classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais e isso virou combustível para a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. O episódio também reabriu uma discussão antiga envolvendo Jair Bolsonaro e o medo de desgaste e impeachment.

Classificação do PCC e do CV como “terroristas” entra na campanha de Flávio Bolsonaro

O governo de Donald Trump tratou PCC e CV como organizações terroristas internacionais. Flávio Bolsonaro passou a usar o tema na campanha presidencial.

O mesmo fato colocou em evidência uma contradição entre Jair Bolsonaro e o herdeiro, já que Jair dizia, ao longo do governo, que mexer com a facção poderia dar combustível para ele perder o cargo em um processo de impeachment.

Transferência de Marcola em 2019: Moro atendeu ordem após mensagem de Jair sobre cancelamento

Jair Bolsonaro considerou a hipótese de detentos do país inteiro se rebelarem contra a transferência de Marcola de um presídio federal para outro. O deslocamento do líder do sistema carcerário foi organizado para fevereiro de 2019 após órgãos de inteligência detectarem risco de fuga.

Naquele mês, o então ministro da Justiça Sergio Moro transferiu 22 líderes do PCC do presídio de Presidente Venceslau (SP) para penitenciárias federais de segurança máxima. Dias antes das transferências, Jair pediu que Moro não mexesse com os criminosos. Moro relatou que foi surpreendido com uma mensagem no celular pedindo cancelamento e disse que Jair tinha receio de retaliações do crime organizado contra a população civil, com possível responsabilidade do governo federal e impeachment no Congresso.

Flávio tenta ligar Lula ao PCC e Polícia Federal prende secretária alvo de punições dos EUA

Em meio a desgastes da campanha, Flávio tem ligado Lula ao PCC. Ele citou a prisão do vereador petista Senival Moura e afirmou que Lula teria trabalhado para proteger a facção.

Na sexta-feira, 3, a Polícia Federal prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de uma trading. Ela era alvo de punições dos Estados Unidos por suposta relação com o PCC.

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