Os Estados Unidos e o Irã estenderam a trégua na terça-feira 21, mas a negociação em seguida ficou sem resposta iraniana. O impasse segue no programa nuclear iraniano, principal justificativa citada para a incursão dos EUA e de Israel na república islâmica.
Trégua entre EUA e Irã passa da data e fica sem resposta iraniana
A tensão ganhou força nas horas antes do prazo final do cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel e Irã, com a trégua de 8 de abril prestes a expirar.
Donald Trump fez ameaças, e Mohammad Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano, respondeu com outra declaração, enquanto a rodada de negociações no Paquistão, país mediador, ficou sob suspense.
Programa nuclear vira o centro do conflito e EUA mencionam Ormuz
Segundo o texto, o programa nuclear iraniano já aparecia como justificativa para a incursão militar na república islâmica, citada em 28 de fevereiro.
Os iranianos voltam a falar do fechamento do Estreito de Ormuz, apontado como passagem por onde escoa 20% do petróleo consumido no planeta, o que atingiu o mercado de energia.
A Guarda Revolucionária Islâmica atacou três cargueiros perto de Ormuz na quarta-feira 22 e interceptou embarcações ligadas a Grécia, Emirados Árabes e Panamá.
Bloqueio naval, 440 quilos de urânio e negociações com ONU seguem em disputa
O texto diz que os EUA mantêm um bloqueio para barrar o tráfego de navios do Irã e de embarcações que façam escala em portos iranianos, com operação que capturou dois petroleiros e fez recuar outros trinta até quinta-feira 23.
As conversas sobre enriquecimento de urânio seguem com diferenças, com Washington pedindo paralisar por duas décadas e o Irã oferecendo cinco anos, além de proposta de diluir 440 quilos de urânio sob supervisão da ONU.
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