EUA e Irã anunciaram um acordo para pôr fim ao conflito que dura desde 28 de fevereiro e já mexeu com o preço do petróleo. A assinatura formal na Suíça foi antecipada e as pendências seguem para negociações nos próximos 60 dias.
Acordo entre EUA e Irã muda o ritmo da guerra e pressiona próximos capítulos
O acordo foi anunciado pelo presidente americano no domingo 14, no dia em que ele completou 80 anos.
O texto leva pontos para serem resolvidos depois, com uma lista de temas ainda sem solução definitiva.
Assinatura sai de 19 e acontece em recepção em Versalhes; Ormuz é reaberto
O documento, descrito como memorando de intenções, deveria ser assinado na sexta-feira 19 na Suíça, mas foi antecipado em dois dias.
Em uma recepção no Palácio de Versalhes, o presidente francês Emmanuel Macron recebeu Trump, que assinou o acordo junto com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
O acerto prevê ponto final nas hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Segundo o texto, os navios passam sem ataques e o bloqueio naval americano começa a ser suspenso, o que derrubou o preço do barril em mais de 5%, negociado abaixo de 80 dólares pela primeira vez em três meses.
Temas centrais seguem abertos: urânio, sanções e Líbano entram na conta
Entre os pontos mais urgentes está o destino do estoque iraniano de urânio, estimado em 440 quilos, que pode ser usado para fabricar até dez bombas atômicas se houver enriquecimento.
O memorando também envolve o fim dos combates com o Hezbollah no Líbano. O texto aponta que não fica claro se Israel precisa retirar tropas da área ao sul do país, e que Netanyahu avisou que manterá as tropas ali, além da Síria e de Gaza.
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