EUA e Venezuela confirmam morte de Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua

Os governos dos Estados Unidos e da Venezuela confirmaram, na noite de sexta-feira (12), a morte de Niño Guerrero, apontado como líder do Tren de Aragua. A operação americana ocorreu com coordenação com autoridades venezuelanas e mira o criminoso no estado de Bolívar, no sudeste do país.

Operação dos EUA com coordenação da Venezuela mira líder do Tren de Aragua no estado de Bolívar

Donald Trump disse que o Comando Sul dos Estados Unidos fez um ataque “rápido e letal” para eliminar Niño Guerrero.

A Venezuela confirmou depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, foi “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado”.

Trump publicou ataque na Truth Social e Venezuela citou apoio de inteligência e troca de informações

Trump afirmou que a ação foi “coordenada de perto” com “amigos na Venezuela” e divulgou uma publicação na rede Truth Social.

Um comunicado atribuído ao Ministério das Comunicações venezuelano diz que a operação “coordenada” aconteceu no estado de Bolívar e cita “apoio tecnológico especializado” e “mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência”.

A publicação de Trump veio com um vídeo de 10 segundos com imagens aéreas de um edifício cercado por vegetação e uma explosão. Não dá para distinguir claramente pessoas nas imagens.

Reação sobre prisão e acusações: Tren de Aragua é classificado como organização terrorista

Em janeiro, os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma “organização terrorista”. O grupo atua em vários países da América Latina e surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua.

Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, incluindo Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo.

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