Os Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira, 13, um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz após negociações com o Irã para um cessar-fogo fracassarem. A medida mexe com uma rota que passa por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
Por que o Estreito de Ormuz entrou no centro das discussões entre EUA e Irã
O Estreito de Ormuz faz parte das conversas sobre um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã.
Desde o início do conflito, Teerã bloqueia o acesso à via e cobra pagamentos de algumas embarcações para garantir passagem segura.
Trump diz que só barrará navios com pedágio pago ao Irã
Em publicação na rede Truth Social no domingo, 12, Donald Trump afirmou: “Eu instruí nossa Marinha a procurar e abordar todas as embarcações em águas internacionais que pagaram pedágio ao Irã. Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em águas abertas”.
Trump também disse que “somente embarcações que saíram ou estão indo em direção a portos iranianos” serão barradas pela Marinha americana.
Implementado na manhã desta segunda, o bloqueio determina que qualquer navio que tente transitar pela hidrovia passe por vistoria se for solicitado. As forças militares dos EUA podem aprovar ou não a passagem, o que pode reter navios ligados ao Irã.
Vistoria pode esbarrar em dados adulterados, diz jornal
O jornal americano The New York Times informou que empresas que rastreiam embarcações mostraram ceticismo com a postura, já que navios que saíram de portos iranianos teriam adulterado dados de identificação para burlar a fiscalização.
A empresa Tanker Tracker citou que “petroleiros ligados ao Irã fazem escalas fraudulentas em portos da Arábia Saudita e do Iraque”.
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