Magyar lidera virada na Hungria e põe fim ao domínio de Orbán após 16 anos

As eleições parlamentares de 2026 colocaram um fim ao domínio de Viktor Orbán e do partido Fidesz na Hungria no domingo 12. Com 98,94% das urnas apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral aponta que o Tisza vai ficar com 138 cadeiras no Parlamento.

Fim de 16 anos do Fidesz abre caminho para o Tisza no Parlamento

O Conselho Nacional Eleitoral registrou o avanço do Tisza, partido de oposição, após 16 anos no poder para Orbán e o Fidesz. A disputa eleitoral marca uma virada que pode levar o líder do Tisza, Péter Magyar, à liderança da nação.

Quem é Péter Magyar: de admirador de Orbán a líder da oposição

Magyar tem 45 anos e, no passado, acompanhava Orbán quando era criança. Cresceu numa Hungria que passava por mudanças após o colapso da União Soviética e o fim da Cortina de Ferro.

Ele entrou no Fidesz e passou mais de duas décadas na sigla, atuando como diplomata em Bruxelas e em cargos em agências estatais. Em 2024, rompeu publicamente com o partido depois da revelação de que o diretor de um orfanato condenado por acobertar abusos sexuais havia sido perdoado pelo governo, segundo o texto, episódio ligado à então ministra da Justiça Judit Varga.

Campanha do Tisza ganha força com anticorrupção e pedido para destravar recursos da União Europeia

Depois do rompimento, a internet ampliou a presença de Magyar e o colocou como alternativa real a Orbán. Ele assumiu o comando do Tisza, conduziu campanha em todas as regiões da Hungria e construiu apoio fora das metrópoles.

O texto diz que ele ganhou impulso com um discurso anticorrupção e com o apelo pelo destravamento de recursos bloqueados pela União Europeia por preocupações com o estado de direito no país. A vitória em 2026 também representa a primeira derrota do Fidesz desde 2010, encerrando quatro mandatos consecutivos de Orbán.

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