Os Estados Unidos vão impor sanções econômicas “mais severas da história” contra o Irã. O governo afirma que a medida busca exercer “pressão máxima” sobre Teerã.
Sanções dos EUA entram em nova fase com promessa de “pressão máxima”
O anúncio saiu nesta quinta-feira, 20. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a meta é levar à queda do regime iraniano.
Bessent também ligou a estratégia a uma ideia de “golpe duplo”. Ele citou a combinação das novas sanções com o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz, imposto em abril.
Donald Trump fala em “guerra econômica” e nova coletiva fica para 24 de segunda-feira
O plano segue a promessa do presidente Donald Trump de iniciar uma “guerra econômica sem precedentes”. Ele avisou que qualquer país que forneça “qualquer tipo de elo vital” ao Irã terá “consequências econômicas tremendas”.
Scott Bessent vai detalhar a implementação das medidas em uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, 24. A estratégia inclui mirar nações com laços comerciais com o Irã, com foco especial na China.
O governo americano também ameaçou intervir em negociações diplomáticas entre o Irã e Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz. Trump chegou a sugerir uso de força militar contra o estado do Golfo se ele “atrapalhar” os planos dos EUA.
Setor de petróleo reage e Irã chama medida de “terrorismo econômico”
Com o anúncio, os preços do petróleo subiram de forma imediata. Eles atingiram o maior valor em mais de três semanas.
O governo do Irã condenou as medidas e chamou a ação de “terrorismo econômico” contra cidadãos comuns. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Trump tenta desviar a atenção da opinião pública de problemas financeiros internos dos EUA, como o endividamento recorde e a alta das taxas de juros.
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