Ex-ministro do TST pede ação do CNJ contra divisão “azuis” e “vermelhos” em discursos

O ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Carlos Alberto Reis de Paula criticou o presidente do TST, Luiz Phillipe Vieira de Mello Filho, por dizer que juízes trabalhistas se dividem em “azuis” e “vermelhos”. Ele pediu uma atuação mais firme do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para conter manifestações políticas em tribunais.

Reis de Paula chama de “lamentável” fala de Mello Filho no Congresso da Magistratura do Trabalho

Reis de Paula classificou como “lamentável” a postura do atual presidente da Corte.

Durante um discurso no encerramento do 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho, Luiz Phillipe Vieira de Mello Filho disse que juízes trabalhistas se dividem entre “azuis” e “vermelhos”.

Classificação dos “vermelhos” e “azuis” foi ligada ao ativismo em defesa dos trabalhadores

Segundo Reis de Paula, Mello Filho fez a divisão conforme o grau de ativismo em defesa dos trabalhadores.

O presidente do TST também se colocou entre os vermelhos.

Em entrevista a VEJA, Reis de Paula defendeu uma ação mais firme do CNJ, órgão responsável por fiscalizar a conduta dos magistrados das cortes superiores do país.

Ex-ministro diz que juiz pode ter opinião, mas não pode ligar a função a lado político

Reis de Paula afirmou que um juiz, por ser cidadão, pode ter opiniões políticas, mas isso não pode virar definição do tipo “isso ou aquilo”.

Ele disse que o Conselho Nacional de Justiça deveria criar instrumentos para o juiz ter cuidado na atuação e também nas manifestações, para evitar a ideia de que a Justiça do Trabalho julga questões com visão meramente política.

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