Ex-secretário aponta efeitos econômicos após Trump classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas

O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Luiz Sarrubbo disse que a decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode trazer impactos negativos para o Brasil. Ele falou disso no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com participação do colunista Robson Bonin.

Classificação como terrorismo entra na briga política e pode mexer nas relações do Brasil com os EUA

Segundo Sarrubbo, o enquadramento das facções como terroristas atende mais a interesses políticos e eleitorais do que a critérios técnicos de combate ao crime organizado.

Ele também citou a possibilidade de prejuízo na cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos. Para ele, a medida pode aumentar o desgaste da imagem do país no exterior.

Sarrubbo diz que “o debate está muito raso” e critica versões do texto no Congresso

Durante o programa, Sarrubbo afirmou que o debate sobre segurança pública no Brasil está “muito raso”. Ele disse que o debate é contaminado por disputas ideológicas.

Ele declarou que o projeto de lei contra facções do governo federal foi construído com participação de forças policiais, Ministério Público, magistratura e entidades da sociedade civil. O ex-secretário criticou versões que passaram pelo Congresso Nacional e propuseram enquadramentos amplos de terrorismo.

Ele disse que classificar como terrorista é “uma resposta populista” e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado exige integração entre forças de segurança, inteligência e cooperação internacional.

Ex-secretário alerta para danos econômicos e pede pressão por saída diplomática

Na avaliação de Sarrubbo, a classificação pode gerar “danos na economia”. Ele citou riscos para o rating internacional do país e para uma deterioração da imagem brasileira no exterior, dizendo que o Brasil passa a ser visto como “um pária”.

Ele afirmou que empresários podem ter dificuldades adicionais em negociações internacionais e no ambiente de investimentos. Sarrubbo disse que o empresariado precisa pressionar por uma saída diplomática que minimize os impactos e afirmou: “Agora nós vamos pagar essa conta”.

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