O Exército informou ao STF que duas armas registradas em nome de Jair Bolsonaro não estavam em posse da instituição. A resposta entrou no caso que também envolve a entrega das dez armas registradas em nome do ex-presidente ao poder público.
Exército diz ao STF que duas armas de Bolsonaro não ficaram no controle da instituição
No ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Exército afirma que duas armas de propriedade de Jair Bolsonaro não estavam em posse da instituição. Uma delas é uma pistola Glock de calibre 9 mm. A outra é uma espingarda Maestro Arms Company, de calibre 12 GA.
O ministro Alexandre de Moraes permitiu que Bolsonaro seguisse em regime domiciliar no caso do golpe de estado. O ministro, porém, cassou o registro dele de atirador e mandou apreender as dez armas registradas em nome do ex-presidente.
Moraes cassou registro de CAC e exigiu entrega das dez armas até 48 horas
Os advogados de defesa informaram ainda na noite de segunda, 6, que duas armas estavam com a Polícia Federal e oito com o Exército. Depois do ofício do Exército sobre o “sumiço” de dois armamentos, eles se manifestaram de novo.
Segundo os advogados, a espingarda não foi retirada da loja onde foi comprada e segue no estabelecimento Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, na cidade de Caxias do Sul (RS). Eles também disseram que a pistola Glock 9 mm apreendida estava registrada regularmente.
Pistola Glock foi apreendida em 16 de junho e prazo termina em 8
O artigo relata que a pistola Glock “sumida” foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma abordagem no dia 16 de junho. Moraes cassou o registro de CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) de Bolsonaro em uma decisão judicial dada na última sexta, 3, quando manteve a prisão domiciliar.
Na segunda-feira, 6, Moraes determinou que todos os armamentos em nome de Bolsonaro fossem entregues à sede da Polícia Federal em até 48 horas. O prazo vence nesta quarta, 8.
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