O partido de extrema direita Reunião Nacional (RN) e aliados fecharam o domingo, 27, com 14 cadeiras no Senado da França, um recorde. O avanço acontece antes das eleições presidenciais do ano que vem e amplia a presença do grupo na casa.
RN passa de minoria no Senado para ter grupo no parlamento
Em 2014, quando entrou pela primeira vez no Senado, o Reunião Nacional tinha só dois senadores entre as 384 cadeiras em disputa. Em 2023, o partido chegou a três cadeiras.
Marine Le Pen, líder da extrema direita e candidata à Presidência pelo RN, disse que é uma vitória histórica. Ela também falou sobre a formação de um grupo no Senado pela primeira vez.
Resultado do domingo soma 9 eleitos e muda composição com UDR
Nove senadores do RN foram eleitos no domingo, além dos três que já tinham conquistado cadeiras em 2023. Outros dois senadores entraram pelas listas do União da Direita para a República (UDR).
O presidente do RN, Jordan Bardella, afirmou que os senadores do partido vão formar um grupo com os aliados do UDR. A votação no Senado acontece por sistema indireto, com autoridades locais eleitas escolhendo metade da câmara alta a cada três anos.
Segundo o texto, os resultados refletem o crescimento do apoio ao Reunião Nacional em cidades de médio porte nas últimas eleições municipais, em março. O artigo também cita apoio de prefeitos rurais independentes.
Próxima etapa: sondagem indica Le Pen e Mélenchon no segundo turno
Uma sondagem publicada nesta segunda-feira mostra Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon, da extrema esquerda, no segundo turno em todos os cinco cenários pesquisados. O vencedor vai suceder o presidente Emmanuel Macron, de centro-direita.
O pleito está marcado para abril e maio do ano que vem, com os cenários citando uma disputa entre extremos. O texto aponta um quadro com alta de preços, economia estagnada e instabilidade geopolítica.
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