Os preços dos imóveis residenciais voltaram a acelerar em março, segundo o Índice FipeZAP. O indicador subiu 0,48% no mês e fechou o primeiro trimestre com avanço acumulado de 1,01%.
Mesmo com mais alta em março, valorização ainda não acompanha a inflação de 2026
O ritmo mensal melhorou em janeiro e fevereiro, com alta de +0,20% em janeiro e de 0,32% em fevereiro. Mesmo assim, a valorização no período ficou abaixo da inflação ao consumidor em 2026, que foi estimada em 1,48%.
O FipeZAP também mostrou que a alta de preços superou o IGP-M, conhecido como índice do aluguel, que acumulou alta de apenas 0,19% no ano. O estudo aponta impacto do custo do crédito e das condições macroeconômicas no curto prazo.
Alta aparece em todas as 56 cidades e capitais como Fortaleza e Vitória lideram
O movimento de alta se espalhou por todas as 56 cidades monitoradas, incluindo as 22 capitais. Fortaleza (CE) registrou a maior alta, chegando a 1,33%, e Vitória (ES) ficou em 1,21%.
Entre as outras capitais, Natal (RN) teve alta de 1,17%. Em ritmo mais moderado, São Paulo subiu 0,42% e Rio de Janeiro avançou 0,33%.
Imóveis menores sobem mais e preço médio do metro quadrado chega a R$ 9.720
O desempenho variou por tipo de imóvel. Apartamentos com um dormitório tiveram alta de 0,65%, enquanto os de 4 ou mais dormitórios subiram 0,20%.
No acumulado de 2026, o avanço de 1,01% indica ganho real negativo frente à inflação. O preço médio nacional do metro quadrado atingiu R$ 9.720 em março, com valores mais altos em Vitória (R$ 14.603/m²), Florianópolis (R$ 13.106/m²) e São Paulo (R$ 11.995/m²).
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