Flávio Bolsonaro disse que não vai “puxar de orelha” de ninguém em meio a divergências e disputas internas envolvendo familiares e aliados. Ele falou sobre a pré-campanha à presidência e a falta de Jair Bolsonaro como mediador.
Sem Jair Bolsonaro no papel de mediador, Flávio inicia pré-campanha com atritos na direita
Uma reportagem de VEJA desta semana mostra que, sem a presença de Jair Bolsonaro como mediador de conflitos, o campo da direita começa a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à presidência.
O texto aponta divergências, intrigas e disputas de poder envolvendo familiares e aliados políticos.
Flávio rejeita “centralismo democrático” e cita liberdade para pensar e discutir
Flávio não pretende adotar o modelo chamado de ‘centralismo democrático’ do PT, que exige união e obediência a Lula. Ele afirmou a VEJA: “Todo mundo tem liberdade para pensar o que quiser. Vamos resolver. Ninguém precisa de puxão de orelha não”.
As intrigas citadas envolvem disputas de poder na direita entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carlos Bolsonaro (PL-SC), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), o vereador Jair Renan (PL-SC) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que a prisão domiciliar de Bolsonaro cria mais dificuldade para a campanha, mas defendeu a livre manifestação de familiares e aliados. Ele declarou: “Nós somos um grupo plural, um grupo diversificado, não há entre nós nenhum centralismo do ponto de vista de comportamento”.
Rogério Marinho e lideranças do PL falam em liberdade e dizem que divergências podem ser ajustadas
Rogério Marinho também afirmou: “Todos nós somos favoráveis à liberdade de expressão, somos favoráveis que haja discussões internas, posicionamentos diferentes”.
Já o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) disse que as divergências precisam de “ajuste” e que “uma hora poeira vai assentar”.
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